Publicações

Nessa sessão será possível acessar matérias e notícias atuais relevantes na temática da Odontologia Desportiva, bem como a áreas associadas. O intuito dessa sessão do site é disponibilizar informações publicadas recentemente em jornais, revistas e outros meios de comunicação, com o enfoque para o público leigo nessa temática. Além disso, nessa sessão do site serão publicadas reportagens e entrevistas com os profissionais que atuam na Clínica.

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Odontologia Desportiva e o desempenho dos atletas

Dra. Ana Paula Falcão de Moura*

Ao contrário do que se pensa, a Odontologia Desportiva não é uma especialidade odontológica ligada à Educação Física, mas sim uma área de atuação da própria Odontologia. Ela visa oferecer cirurgiões-dentistas com visão esportiva, a fim de melhorar o rendimento dos atletas, promovendo a saúde bucal e prevenindo possíveis lesões decorrentes de atividades esportivas. Por ter um enfoque multidisciplinar, ela reúne uma equipe de profissionais das mais diversas especialidades odontológicas, tais como: periodontia (gengiva e estruturas de suporte dentário), endodontia (tratamento de canais), próteses e implantes (reposição de dentes perdidos), ortodontia/ortopedia (correção de dentes mal posicionados e alterações ósseas), cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial (traumatismos decorrentes da prática esportiva).
Apesar de não ser matéria curricular nas faculdades e de não existirem cursos de formação específicos, há aulas e palestras como atividades extra-curriculares, que visam informar o cirurgião-dentista sobre este novo campo de atuação, com enfoque preventivo e curativo.
Embora a Odontologia Desportiva no Brasil seja ainda muito jovem, já foi criada a Associação Brasileira de Odontologia Desportiva (Abrodesp), que além de dentistas, é composta por médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. Além disto, no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo existe uma Comissão de Odontologia Desportiva, e, no Ginásio do Ibirapuera, foi formado o 1º Centro de Odontologia Desportiva do Brasil.
O atleta, por exigir mais do seu físico em relação às demais pessoas, necessita estar sempre atento à sua saúde, e a saúde bucal não pode ficar fora deste contexto. Constatou-se que o rendimento de um atleta pode ser reduzido se ele tiver algum distúrbio na sua saúde bucal. E ainda, por outro lado, seu rendimento está intimamente relacionado com a vitória ou a derrota. Deste modo, visando uma melhoria no desempenho do atleta, faz-se necessário um exame odontológico minucioso, a fim de promover o tratamento de eventuais doenças ou mesmo atuar de forma preventiva. É preciso planejar bem o tratamento do atleta, pois cuidados diferenciados devem ser tomados. Por exemplo: restaurações metálicas não são indicadas, por isso devemos ter cautela na prescrição de medicamentos. A restauração metálica, por ser muito dura e resistente, pode levar à fratura de dentes devido ao impacto sofrido durante a prática esportiva. Desta forma, recomendamos a restauração em resina, que no impacto é mais fácil de ser quebrada do que o dente. Já com os medicamentos, temos de ter cuidado para não interferirem no exame anti-dopping.
Alterações bucais também podem levar à redução do desempenho do atleta, tais como: má oclusão (engrenagem entre os dentes), respiração bucal, perdas dentárias, desordens na ATM (articulação têmporo-mandibular), problemas nos canais, alterações gengivais/periodontais, cárie dentária, raízes residuais, etc. Podem levar também ao aumento do risco de lesões (nas articulações dos joelhos, por exemplo) e dificuldade para recuperação de lesões, como as musculares, bem como diminuição da capacidade aeróbica, não aproveitamento do alimento ingerido (comprometimento da mastigação e conseqüente digestão), alterações na postura e na visão, dores de cabeça, zumbidos, estafa e fadiga precoce.
Desta forma, o tratamento do atleta abrange diversas especialidades odontológicas, cujo objetivo principal é promover sua saúde bucal, e claro, reabilita-lo, o que interfere na estética e auto-estima. Mas temos uma grande preocupação: prevenir um risco a que atletas são expostos, que são os traumas desportivos, visto que são a terceira maior causa dos traumas faciais. Buscamos prevenir as fraturas dos ossos da face e dos dentes bem como lesões de língua, lábios e bochechas. O traumatismo dental é um problema de saúde pública, pois pode levar à perda dentária imediata (no momento do acidente) ou mediata (no decorrer do tratamento ou anos após, devido à reabsorção das raízes dentárias). Mas caso o trauma desportivo ocorra, podemos intervir corrigindo o dano anatômico e o distúrbio funcional.
Quando falamos em prevenção na Odontologia Desportiva, aí pensamos nos protetores bucais para prática de esportes. As modalidades de maior risco são os de contato, ou de impacto, como: boxe, judô, karatê, jiu-jitsu, luta greco-romana, sumô, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, mountain bike, motocross, hockey in line, patins in line, etc. Nestes esportes, as chances do atleta sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 33% a 56% . Podem ocorrer choques, cabeçadas, cotoveladas, traumatismos crânio-faciais, fraturas nasais, ferimentos corto-contusos e lacerantes, e até mesmo quedas acidentais ou agressões físicas como socos e pontapés.
Agindo preventivamente, os protetores bucais atuam de duas maneiras: protegendo os dentes de fraturas ou avulsões (arrancamentos) e prevenindo lesões nas bochechas, língua e lábios. Segundo a Academia Norte-Americana de Odontologia Desportiva, o uso de protetores bucais na prática esportiva reduz em até 80% o risco de perda dentária. Nos Estados Unidos e Europa, usar equipamentos de segurança é lei em inúmeras competições esportivas, mas no Brasil o uso de protetores bucais ainda é restrito a praticantes do boxe.
Existem três tipos de protetores bucais: os pré-fabricados (com tamanhos P, M e G), os termoplásticos (também pré-fabricados,) e os confeccionados pelo dentista. Os dois primeiros não têm boa adaptação à arcada dentária, interferem na fala, na respiração e na tensão muscular do atleta, que morde, aperta constantemente para não sair do lugar. O segundo leva o atleta a riscos de queimaduras na boca, pois é posto na pessoa após ser tirado de imersão na água quente para amolecer e melhor adaptar-se à arcada dentária, é o famoso “ferve e morde”. O terceiro tipo é definitivamente o melhor para o desempenho do atleta, pois é confeccionado após moldagem da arcada dentária, e é personalizado, pois não atrapalha na respiração e pode-se ingerir líquidos sem retira-lo da boca. Os protetores duram em média 1 ano, devem ser lavados com água corrente após o uso e armazenados em estojos próprios. Devem ser trocados nas crianças e adolescentes com certa regularidade, devido ao crescimento ósseo, ou sempre que o atleta apresentar alterações drásticas de peso.
A atuação da Odontologia Desportiva no Brasil só tende a crescer, a exemplo do que já acontece nos Estados Unidos e Europa. A tendência é que academias, clubes, federações esportivas e escolas passem a divulgar e a solicitar a necessidade de meios de proteção para a prática de esportes de uma maneira geral, quer seja dos seus associados, atletas ou alunos. Além disso, encaminhar o atleta/aluno/associado para um exame odontológico, a exemplo do que ocorre em relação à avaliação física. Enfim, prevenir é o melhor caminho, pois é mais barato saudável. Portanto, vamos nos cuidar.

* Dra. Ana Paula Falcão de Moura é Cirurgiã Dentista Pós Graduada pela Universidade de São Paulo
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Odontologia Desportiva em ação

Engana-se quem pensa que a Odontologia Desportiva se restringe ao estudo e indicação de protetores bucais. Embora não seja ainda uma especialidade inscrita no CFO, este campo de estudos já começa a dar provas do seu potencial.
No ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, um grupo de dentistas desportivos estão desenvolvendo um trabalho multidisciplinar de ponta, garantindo o melhor rendimento de nomes como Eder Jofre, bi-campeão mundial de boxe, Zequinha Barbosa, campeão pan-americano de atletismo, e muitos outros.
A história da Odontologia Desportiva no Brasil começou há pouco mais de seis anos, com o interesse de dois dentistas em conciliar a Odontologia e a Educação Física: os CDs José Carlos Teixeira Winther, dentista e professor de Educação Física, e César Augusto Bertini Donadio, especializado em Cirurgia Buco-Maxilo-Facial, que se respaldava em sua experiência diária: no hospital em que trabalhava, os traumas desportivos correspondiam em número ao terceiro atendimento de traumas de face.
Outros dados, como o fato da respiração bucal diminuir em 22% o rendimento de um atleta e o entrave que representa para ele uma infecção bucal, apontavam para a importância da criação de uma área na Odontologia ligada à Educação Física. De posse desses conhecimentos e a partir da observação de vários esportes, principalmente as lutas marciais, surgiu a idéia de um primeiro curso sobre Odontologia Desportiva, realizado no ano passado em São Paulo.
Os bons resultados dessa primeira iniciativa chegaram até o CRO-SP. Seu presidente, o dr. Moacyr da Silva, sugeriu então a formação, dentro da entidade, de uma comissão de Odontologia Desportiva, cuja presidência ficou a cargo do dr. José Carlos Teixeira Winther. “Pouco tempo depois, recebemos o telefone de Éder Jofre, que queria conhecer o nosso trabalho”, conta dr. César.
Mas os bons ventos não pararam de soprar. A importância e seriedade da nova proposta de assistência aos esportistas rendeu aos odontologistas desportivos um convite do secretário estadual de Esporte e Turismo de São Paulo, dr. Marcos Arbaitman, para que formassem o primeiro Centro de Odontologia Desportiva do Brasil no Ginásio Ibirapuera.
A criação da Associação Brasileira de Odontologia Desportiva (Abrodesp) foi a conseqüência natural do trabalho. Mas, apesar de criada e dirigida por dentistas, a associação tem um enfoque multidisciplinar. Participam hoje dela 54 profissionais, entre dentistas, médicos, nutricionistas, psicólogos e fonoaudiólogos. “Nosso objetivo é melhorar o rendimento do atleta a partir da melhora de sua saúde bucal”, afirma o dr. César, presidente-fundador da Abrodesp.
Além de Éder Jofre e Zequinha Barbosa, os profissionais assistem a atletas como Maurren Maggi, campeã brasileira de salto triplo, George Arias, campeão brasileiro de Boxe e ainda Paulo Zorello e Francisco Veras: tri-campeão mundial e campeão pan-americano de kick-boxing. Recebem ainda atendimento os atletas da Seleção Olímpica de Boxe, de Handball Feminino e todos os atletas olímpicos do projeto Futuro do Ibirapuera.

As perspectivas

Por enquanto, é com o estudo e desenvolvimento de protetores bucais, úteis especialmente nos esportes de maior contato, que a Odontologia Desportiva vem se tornando conhecida. Mas o aumento da competitividade nos esportes certamente concorrerá para o seu reconhecimento como especialidade no futuro.
Grandes academias, clubes, federações e confederações esportivas são as áreas de atuação para esses novos profissionais, que devem atuar ainda na mediação de muitos esportes. “Em alguns casos, apenas o dentista pode dizer se o atleta tem ou não condições de continuar uma competição após um trauma”, afirma o CD Carlos Ferrari, diretor científico da Abrodesp.
Para que a Odontologia Desportiva comece a se expandir, a Abrodesp pretende angariar profissionais e divulgar suas atividades e objetivos no meio odontológico, através de cursos, palestras e divulgação de trabalhos científicos. Outro objetivo da associação é tornar a Odontologia Desportiva matéria curricular nas faculdades. Com isso, a Abrodesp esperar gerar fontes de emprego para estes novos profissionais da área de Odontologia no meio esportivo.
Ainda não existem cursos de formação específicos de Odontologia Desportiva e são poucos os profissionais que dão palestras sobre o tema. No entanto, informações podem ser obtidas na Abrodesp, que também oferece suporte para todos os CROs do Brasil que tiverem interesse em montar uma Comissão de Odontologia Desportiva.

Fonte: www.odontologia.com.br

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Odontologia Desportiva

O pequeno Ronaldo Luiz Nazário de Lima, quando tinha 15 anos, quase deixou de ser o famoso Ronaldinho, eleito o melhor jogador do mundo por duas vezes (1996/97) e campeão da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, devido a um simples problema nos dentes. Quando começou a praticar o futebol, Ronaldo já batia um bolão, porém, era muito mole. O “projeto de atleta” não corria, era bastante desengonçado e possuía um condicionamento físico considerado muito ruim. O técnico do São Cristóvão chegou a pensar em cortá-lo da equipe. Mas para a sorte de Ronaldo e, é claro, para o mundo da bola, o time do subúrbio carioca possuía na comissão técnica um dentista com visão esportiva. Ao conhecer o garoto, logo ele pôde observar que o futuro craque da seleção tinha dois canais infecciosos, uma enorme falha ortodôntica, além de respirar pela boca.
Ao tratar o problema, o até então “preguiçoso” Ronaldinho passou a ter o mesmo desempenho físico dos outros jogadores e melhorou ainda mais o seu belo futebol. Saiba que um atleta que respira pela boca apresenta rendimento físico 21% menor, se comparado ao que respira pelo nariz. Já um canal aberto representa uma queda de 17% no condicionamento. Imagine então, quantos “Ronaldinhos” o esporte brasileiro pode estar perdendo, a cada ano, devido a problemas bucais? Quantas pessoas não devem estar conseguindo o seu melhor condicionamento físico devido a este problema?
Assim como o jogador, grande parte da população brasileira não leva a sério os cuidados com os dentes. Acreditam que aquela dorzinha de dente que tanto os atrapalha no dia a dia não seja grave. Mas mal sabem estas pessoas que uma cárie esquecida ou uma gengiva sangrando constantemente podem causar problemas no estômago, rins e intestino, levando a uma infecção e até à perda de um ou mais dentes, diminuindo assim, consideravelmente a resistência do organismo.
As pessoas tratam a odontologia como se fosse cosmética e não como a medicina. Elas vão a um dentista como vão a um cabeleireiro e manicure, por exemplo. O problema é que o cabelo só influi na estética, diferentemente de um dente, que pode levar até a morte. A boca é uma engrenagem e se você perde um dente ela não vai funcionar direito. Isso gera problemas de Articulação Temporomandibular (ATM), causando dificuldades de visão, dores de cabeça e nas costas.

Futuro

A Odontologia Desportiva ainda engatinha no Brasil. A primeira comissão destes dentistas foi criada oficialmente somente neste ano. Até então, existiam poucos profissionais com visão esportiva no país, embora até na Copa de 58, os jogadores da Seleção tenham feito exames odontológicos antes da competição.
Geralmente os atletas, profissionais e amadores, são tratados de forma convencional, o que é um grande erro, porque o tratamento de um esportista, sobretudo daquele que compete, deve ser diferente de uma pessoa comum.
Em uma pessoa normal, por exemplo, podemos fazer uma restauração de metal, por ser mais resistente. Já num atleta isto não é recomendável. Como os desportistas sofrem muitos impactos durante a prática esportiva, esta restauração pode acabar fraturando algum dente. Por isso é necessário o uso de resina, que por ser mais frágil, jamais causará este problema. Para um atleta é melhor quebrar a restauração do que um dente, pois ela é mais fácil de trocar.
A grande diferença da odontologia desportiva para a convencional é que o profissional especialista em esporte conhece a cabeça do atleta. Muitas pessoas apresentam dores nas costas e o médico trata como problema muscular, sendo que a causa é odontológica. Neste caso, a pessoa não melhora e ele e o médico não entendem o por quê da não recuperação. Quando uma pessoa tem algum problema na boca ela leva até duas vezes mais tempo para se recuperar, pois o sistema de defesa do organismo ficará dividido entre a lesão da boca e a física.

Principais problemas de uma boca mal cuidada

• Maloclusão (encaixe dos dentes)
• Respiração bucal
• Infecções bucais (canais não tratados, problemas de gengiva e raízes residuais)
• Ausência dental (provoca dificuldades de mastigação e digestão)
• Se houver ausência de dentes em apenas um lado a pessoa vai aumentar o trabalho do outro, causando problemas de ATM.
• Conseqüência dos descuidados com a boca
• Perda de desempenho e, consequentemente, do rendimento
• Maior facilidade para ter lesões
• Dificuldade para recuperação de lesões (o sistema de defesa vai estar voltado, em
Grande parte dos problemas causados pela boca:
• Diminuição da capacidade aeróbica
• Estafa e fadiga precoce
• Não aproveitamento do alimento ingerido

A importância da Odontologia Desportiva no dia a dia

É necessária a avaliação de um cirurgião dentista com visão esportiva para o melhor rendimento do atleta. Nas academias brasileiras, 99,9% cometem este erro gravíssimo que afeta seus alunos, não solicitando avaliação odontológica ficando estes atletas com perda de rendimento físico. Na vida agitada que levamos, não tendo tempo para uma boa escovação, muitas vezes machucamos nossa gengiva, o que nos faz perder 10% do condicionamento físico. Muitas vezes, devido à má formação da arcada dentária, os dentes inferiores ficam mais inclinados para dentro do que o normal e acabamos respirando pela boca, o que nos faz perder 21% de rendimento. Estes e muitos outros problemas podem estar presentes na boca de muitos atletas amadores e simplesmente não sabem. De nada nos adianta termos um corpo bonito e “sarado” se não pudermos demonstrar nossa felicidade num simples e belo sorriso.

Fonte: CRO-SC
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Doença na gengiva aumenta risco de infartos e derrames

Apenas dois em cada dez adultos possuem gengivas sadias, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre os idosos, a taxa é de apenas 10%. Embora seja difícil para um leigo associar uma coisa e outra, inflamações na boca podem levar a doenças cardiovasculares como infarto e derrame, como confirma um novo estudo feito no Brasil.
A doença periodontal é uma infecção, causada por bactérias, que afeta os tecidos que rodeiam os dentes. 0 sinal mais característico é o sangramento frequente. O problema tem sido associado a diversas doenças, como diabetes, infecções pulmonares e até partos prematuros.
O novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), vinculados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fluidos Complexos, mostrou que pacientes com a doença nas gengivas têm níveis até quatro vezes mais altos de triglicérides (gordura) no sangue. Além disso, têm níveis mais baixos de HDL, o “bom colesterol”.
O professor Antônio Martins Figueiredo Neto, do Instituto de Física da USP, um dos autores, explica que a doença periodontal leva o sistema imunológico a lutar contra as bactérias, mas o organismo acaba atacando o que não deve também. O processo gera o que os cientistas chamam de LDL (ou “mau colesterol”) modificado, o verdadeiro vilão da saúde cardiovascular.
Se o LDL estiver íntegro, afirma o pesquisador, ele é metabolizado no fígado e levado pelo HDL para ser excretado. Ou seja, a pessoa não precisa de remédios para baixar o colesterol. “Mas o LDL modificado não participa do metabolismo e fica depositado na parede das artérias”, diz. O resultado é a aterosclerose, o acúmulo de placas de gordura que pode causar infartos e derrames.
O estudo contou com uma nova técnica, chamada de Varredura-Z, para a dosagem da quantidade de LDL modificada no plasma. “Os resultados revelaram que pacientes com periodontite são portadores de um maior número de LDL modificadas quando comparados com os pacientes controle”.
A análise foi feita em 40 pacientes com periodontite crônica, monitorados ao longo de um ano. Após tratarem a doença, a concentração de LDL modificada caiu significativamente, mostrando que a saúde bucal tem uma importância maior para a saúde do que simplesmente conservar o sorriso.

Fonte: UOL

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Bruxismo provoca sintomas semelhantes aos de dor de cabeça crônica e enxaqueca

Competições no trabalho, dificuldades financeiras e sentimento de culpa com relação aos filhos pequenos são queixas comuns entre mulheres que sofrem de bruxismo (apertar e/ou ranger os dentes durante o sono) e dores craniofaciais. “A dor temporomandibular costuma repercutir por toda a cabeça, maxilar, pescoço, ouvidos e até mesmo nas costas, limitando atividades como falar, morder e mastigar”, diz o cirurgião-dentista Marcelo Rezende.
Segundo o especialista, o tratamento do bruxismo também passa pelo diagnóstico e tratamento de depressão, estresse, ansiedade ou medo. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional de Pesquisa Crâniofacial e Dental revela que 10,8 milhões de pessoas sofrem de dores na articulação temporomandibular. Muitas das pacientes que desconhecem a doença chegam a acreditar que se trata de dor de cabeça crônica ou enxaqueca.
“As mulheres somatizam mais os problemas do que os homens, concentrando muita energia na região da cabeça. Durante os períodos mais críticos, a paciente pressiona tanto as arcadas dentárias que é como se uma pessoa passasse 24 horas por dia trabalhando o músculo da perna. Em pouco tempo, a dor se torna insuportável e a paciente tem a impressão de que tudo dói”, diz.
O dentista diz que alguns fatores locais também contribuem para acentuar a dor, como alterações respiratórias, o vício de roer unhas ou o hábito de mascar chicletes. “É importante que um profissional preparado identifique as causas do distúrbio, orientando sobre pequenas mudanças que contribuirão para atenuar o problema. Pacientes com disfunção temporomandibular devem fazer uso noturno de uma placa interoclusal, que restringe o movimento de apertar ou ranger os dentes durante o sono. Além disso, deve receber acompanhamento clínico constante”.

Fonte: UOL
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Atletas que tratam os dentes têm maior desempenho esportivo

Quem pratica esportes deve ter condições físicas adequadas para competir sem riscos de traumas ou diminuição do rendimento físico. Uma simples dor de dente, por mais sutil que seja, pode fazer a diferença em uma prova decisiva de natação, por exemplo. Isto porque a saúde da boca envolve mecanismos que abrangem várias funções do corpo, como respiração e circulação.
O COB — Comitê Olímpico Brasileiro — já havia notado a importância de um acompanhamento dentário em atletas na comissão de Medicina Esportiva para os jogos de Atenas, quando especialistas no Brasil começaram a prestar serviços particulares a esportistas de clubes, academias e federações.
A Odontologia Desportiva é uma área com fortes chances de expansão, dada a importância não só no tratamento de doenças, como também na prevenção. Basta lembrar de um fato curioso ocorrido em 1996: Ronaldinho, eleito o melhor jogador do mundo, quase foi dispensado do São Cristóvão, time que defendia aos 15 anos de idade, graças ao baixo desempenho esportivo. Não era por acaso: tinha dois canais e uma grave falha ortodôntica, que o fazia respirar pela boca, comprometendo seu condicionamento aeróbico. Foi por este e outros episódios que nasceu a Associação Brasileira de Odontologia Desportiva, fundada por dentistas de todo país, com um enfoque multidisciplinar, incluindo palestras e cursos a profissionais que desejam se aprofundar no assunto.
Segundo o cirurgião-dentista Leonardo Marchini, formado pela FOSJC-UNESP, os atletas precisam de um tratamento diferenciado, não só para cuidar de eventuais doenças, como para prevenir traumas nos dentes. “A odontologia desportiva oferece protetores bucais e placas de mordida que variam conforme o tipo de esporte. Eles podem ser encontrados tanto em lojas de material esportivo como ser confeccionados por dentistas em laboratórios, de acordo com a necessidade de proteção do atleta. Normalmente, esportes radicais, lutas marciais e competições de quadra são os que mais expõem os dentes a fraturas“, explica o dentista.
Dados curiosos divulgados pela National Youth Sports Foundation, revelaram que cerca de 5 milhões de dentes são perdidos por ano em atividades esportivas. Outra fonte de pesquisa, a ADA—American Dental Association—constatou que pelo menos 200 mil traumas são evitados devido aos protetores bucais. Não é em vão que dentistas e fabricantes do produto estão investindo pesado nesta forma de prevenção.
Mas quando prevenir não é suficiente, dentistas desportivos devem ter aparatos para tratar os traumas quando eles já tiverem ocorrido. “Aí fica a cargo do profissional recorrer a tratamentos restauradores diretos ou indiretos, que envolvem próteses, facetas e incrustações”, explica o Dr Leonardo.
A cirurgia-dentista Ana Paula Falcão, formada pela Universidade de São Paulo, presta assistência particular a atletas e também acredita que dor e desconforto causados por problemas odontológicos são suficientes para prejudicar o desempenho e falta de concentração. “É possível associar sintomas físicos a problemas bucais, principalmente pulpite e dores orofaciais. Além disso, respiração feita pela boca pode agravar o problema. Se realizado em conjunto com a otorrinolaringologia e fonoaudiologia, o acompanhamento odontológico pode tratar formas respiratórias inadequadas”, afirma a especialista.
“Uma vez que a consciência da importância odontológica nos esportes vem aumentando, acredito que a tendência de aprofundamento e especialização neste campo vai crescer nos próximos anos, especialmente no Brasil”, afirma Dra Ana Paula.

Fonte: Agência Brasileira de Notícias
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Protetor bucal vira item do uniforme de jogo do goleiro Fábio

Thiago Nogueira – Belo Horizonte

Fabricados, em geral, com silicone, o protetor bucal é um aparelho que se encaixa nos dentes para protegê-los de qualquer tipo de impacto, sendo projetados para evitar a fratura de dentes, corte nos lábios, bochecha, rosto ou outro dano à boca. Para o goleiro Fábio, do Cruzeiro, esse material passou a ser item obrigatório em seu uniforme de jogo.
O camisa 1 do celeste, um dos destaques na boa campanha da equipe no Campeonato Brasileiro, foi orientado por seu dentista a utilizar um protetor bucal, depois de cortar a boca em um choque com o atacante Jajá, então jogador do Guarani-MG, de Divinópolis, e hoje seu companheiro na Toca da Raposa II. O ferimento aconteceu durante partida válida pelo Campeonato Mineiro, em fevereiro deste ano.
Fábio, que há um ano usa aparelho ortodôntico nos dentes superiores, diz já estar acostumado a esse anexo na sua lista de materiais. Segundo ele, a proteção extra não o atrapalha durante os jogos, nem mesmo nos momentos de orientação aos seus companheiros.
“Eu me adaptei fácil. Fiz uma experiência nos treinamentos. Eu tive a oportunidade de adaptar em uma semana e nos jogos, me ajuda no tempo de respiração e não me atrapalha em nada em termos de orientar a equipe”, afirmou o goleiro.
A dentista Juliana Vilela Bastos, coordenadora do programa de traumatismos dentários da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revela que estudos científicos comprovam a diminuição traumática com o uso do protetor em caso de impactos. “O protetor evita o deslocamento dos dentes, principalmente que um dente saia inteiro, o que fica mais difícil de reimplantá-lo”, explicou a especialista.
De acordo com a National Youth Sports Safety Foundation, fundação norte-americana de proteção e orientação desportiva para jovens, conforme publicado no blog Da Boca Pra Dentro, do UOL, em setembro último, cerca de cinco milhões de dentes foram perdidos em 2006 durante as práticas de atividades esportivas.
De acordo com a American Dental Association, 200 mil traumas são evitados graças ao uso de protetores bucais. Apesar de pouco comum no futebol, atletas de boxe, basquete, handebol, pólo aquático, judô, karatê, jiu-jitsu e outras lutas de contato costumam utilizar o aparelho.
Quem assiste aos jogos do Cruzeiro, principalmente pela TV, devido às imagens aproximadas, pode ver que durante os jogos, vez ou outra Fábio tira o protetor da boca.
“A gente tira por opção. Às vezes, a bola está parada, está atendendo algum jogador dentro de campo. Tenho um tempo, falo com os jogadores mais tranqüilo. Mas eu falo com ele também, não me atrapalha em nada não”, reafirmou o goleiro.

Fonte: UOL Esporte
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Uma visita ao dentista pode salvar carreira de jogador

Odontologia ajuda atletas a prevenir traumatismos dentários e também a melhorar o desempenho nas competições. Necessidade da presença de profissionais especializados em eventos esportivos aumenta com a proximidade da Copa do Mudo e Jogos Pan-Americanos
Profissionais de saúde bucal afirmam que um simples exame odontológico de rotina pode identificar problemas potencialmente prejudiciais ao desempenho dos jogadores em um momento crucial de um campeonato. Sem falar que a presença de um cirurgião-dentista pode ser providencial para atendimentos de emergência, principalmente em esportes de contato e alto risco como o futebol e basquete.
Uma infecção na boca pode acabar com a carreira de um atleta, provocando falta de fôlego e distensões. Além disso, a National Youth Sports Foundation (NYSSF), dos EUA, entidade dedicada aos estudos e à prevenção de traumas esportivos, afirma que todo atleta envolvido numa atividade esportiva de contato físico tem até 10% de chance, durante uma temporada, de sofrer lesão facial e 33% a 56% de probabilidade de que uma lesão deste tipo ocorra em toda sua carreira. Fora o risco para a saúde dos competidores, esse perigo também é um motivo de preocupação econômica para seus clubes e patrocinadores.
Apesar de reconhecerem a importância da higiene bucal e da presença de um cirurgião-dentista nas competições e treinos, os esportistas não adotam todas as precauções e cuidados. O mestre em Saúde Coletiva e consultor de Odontologia Esportiva da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Hilton José Gurgel Rodrigues, realizou uma pesquisa em 2005 com atletas amadores da cidade de Bauru (SP), com idade entre 16 e 28 anos, praticantes das modalidades boxe, capoeira, futebol e voleibol.
Dos atletas entrevistados, apenas 17% usam protetores bucais durante a prática esportiva; 64% escovam os dentes três vezes ao dia; 50% usam fio dental e 33% não vão à clínica odontológica. “Estas constatações refletem uma realidade que comprova a necessidade de uma conscientização das instituições de saúde, educação e esportivas, para que sejam feitas campanhas públicas na tentativa de estimular os praticantes de esportes e a comunidade em geral para uma melhor atenção aos cuidados de higiene bucal e a praticar esporte com segurança, utilizando protetores bucais. Tais iniciativas têm de ensinar também os procedimentos imediatos frente a um traumatismo dentário”, afirma Rodrigues.

Projeto de lei

A ABO é idealizadora de um projeto de lei que obriga a presença de um cirurgião-dentista especializado em Odontologia Esportiva em competições. O PL 5391/2005 foi encampado e apresentado por Gilmar Machado (PT-MG) na Câmara dos Deputados. Segundo o presidente nacional da ABO, Norberto Francisco Lubiana, há motivos de sobra para agilizar o trâmite.
“Estamos às vésperas de uma Copa do Mundo e no próximo ano serão realizados os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro. Eventos deste porte atraem a atenção e estimulam a prática esportiva no País inteiro. É de suma importância que amadores, categorias de base e atletas profissionais pratiquem sua modalidade com toda a segurança e usufruam os benefícios que a Odontologia pode proporcionar ao seu desempenho”, declara o presidente da ABO.

Fonte: Edita Comunicação Integrada

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Problemas odontológicos podem reduzir em 21% o rendimento do jogador

Má-oclusão da boca dificulta alimentação e focos de infecção atrapalham a mastigação. Respiração bucal compromete desempenho geral
O rendimento do atleta pode diminuir em até 21% devido a causas relacionadas aos dentes. Entre elas, a má-oclusão, que provoca problemas de mastigação, dificulta o aproveitamento da energia proveniente de sua alimentação; e focos de infecção, que causam danos à mastigação e à respiração. Assim, o esforço extra que o atleta deverá dispor para respirar será compensado pela boca – e isso irá comprometer seu desempenho de uma maneira geral.
Embora ainda não seja reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), a Odontologia Desportiva pode tratar todas essas disfunções, transmitindo mais segurança, habilidade e conforto aos esportistas. Este campo de conhecimento estuda o tratamento e, principalmente, a prevenção de traumatismos orofaciais, doenças orais relacionadas e suas manifestações.
Cuidar dos dentes traz benefícios para o organismo em geral. Segundo o consultor em Odontologia Esportiva da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e cirurgião-dentista da CBF, Afonso Rocha, um foco infeccioso na boca, por exemplo, representa o comprometimento da saúde dos dentes e de outros órgãos do corpo, espalhando-se através da corrente sangüínea. “Isto agrava as doenças cardíacas e lesões das articulações dos joelhos e dos ombros e dificulta também a recuperação das lesões musculares, tornando o tratamento mais longo e com pouca eficiência”, explica Rocha.
A Odontologia Desportiva envolve desde o primeiro atendimento no local do acidente até o tratamento dentário e suas conseqüências. “Geralmente os atletas, profissionais e amadores, são tratados de forma convencional, o que é um grande erro, porque o tratamento de um esportista, sobretudo daquele que compete, deve ser diferente do de uma pessoa comum”, afirma o especialista em Saúde Bucal Coletiva e também consultor de Odontologia Esportiva da ABO, Hilton José Gurgel Rodrigues.

Atuação multidisciplinar

Nesta área, o cirurgião-dentista trabalha em conjunto com a Medicina Esportiva, Fisioterapia, Fisiologia, Educação Física, Nutrição, Bioquímica, Fonoaudiologia, Psicologia Esportiva e outras áreas ligadas ao esporte. Seu principal objetivo é garantir uma excelente saúde bucal ao desportista, detectando fatores prejudiciais a ele, como a respiração bucal e o mau-posicionamento dos dentes, e administrando medicamentos isentos de substâncias que possam causar doping positivo.

Fonte: Edita Comunicação Integrada

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Cuidados com a boca são decisivos para o desempenho de atletas

O que a gaúcha Daiane dos Santos e Diego Hypolito (irmão de Daniele) têm em comum além de serem excepcionais na ginástica olímpica? – Quem respondeu que os dois usam aparelhos ortodônticos está certo. Especialistas garantem que a correção dos problemas relacionados à posição dos dentes (inclusive dores de cabeça) pode influenciar em diferentes funções e ser decisiva na hora de garantir o pódio.
“Hoje, a ortodontia busca muito mais do que simplesmente um belo sorriso. Sabe-se que a posição dos dentes e o jeito com que a pessoa morde podem influenciar, muitas vezes, na respiração, postura e, conseqüentemente, no desempenho de muitos atletas”, diz Ivan Valle – diretor do Oralface Intitute.
O especialista diz que, além de a ortodontia corrigir defeitos na posição dos dentes, como apinhamentos e desnivelamentos, somada a “ortopedia facial”, pode também tratar dos chamados “casos esqueletais”, ou seja daqueles que sofrem interferência de problemas ósseos.
“É fundamental assegurar o crescimento saudável do complexo maxilofacial, sendo portanto, a infância e a adolescência, o melhor momento para se detectar e interceptar problemas futuros. Recentemente, durante a avaliação de um atleta que competirá na Olimpíada de Atenas, o exame radiológico revelou sinusite maxilar e inclusão dentária. Casos como esse, quando não tratados a tempo, podem interferir diretamente na performance do competidor”, diz Valle.
De acordo com o especialista, o que há de mais novo e revolucionário em termos de correção ortodôntica é o Invisalign®, um sistema praticamente invisível. “É o recurso mais avançado no momento para corrigir os dentes, diz Valle.
O aparelho que “desaparece” na boca, como é conhecido entre os pacientes que já estão fazendo uso, é fruto de uma combinação entre tecnologia e ciência. “Depois de elaborar um plano de tratamento, o ortodontista envia uma bateria de exames – incluindo a impressão dos dentes do paciente – para os Estados Unidos, local de origem do Invisalign®. Modelos dentários são construídos em um tipo de resina sensível ao raio laser, usando um software que gera imagens três dimensões. O resultado é uma série de corretores que deverão ser trocados a cada duas ou três semanas, na exata seqüência. Eles oferecem conforto com o mínimo de visibilidade. Ideal para pessoas que se expõem ao público”, diz o ortodontista.

Fonte: Oralface Institute
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Esportes coletivos respondem pela maioria das fraturas maxilo-faciais durante atividade física
 
(Bibliomed). Atletas jovens e amadores são as principais vítimas de fraturas faciais durante a prática de atividades físicas. Embora não costumem apresentar grande gravidade, não são raros os casos que acabam por necessitar de abordagem cirúrgica e hospitalização.
Um estudo publicado pela revista especializada International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery de setembro de 2005 avaliou o espectro de lesões maxilofaciais ocorridas em atletas durante a prática de esportes.
De acordo com o último número da revista, a maioria das farturas maxilo-faciais relacionadas ao esporte ocorrem durante a prática de esportes coletivos com grande contato interpessoal.

Fonte: International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery Volume 34, Issue 6 , September 2005, Pages 635-638.
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Dor de dente atrapalha craques

Fraturas, contusões, distensões…a lista de problemas físicos que acompanham a carreira de atletas profissionais é grande. Tão extensa que inclui também dor de dente. Isso mesmo. Segundo Carlos Henrique Santos, professor de endodontia e clínica integrada da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), o desconforto causado por problemas odontológicos é suficiente para prejudicar o desempenho dos atletas em competições oficiais.
Santos chegou a essa conclusão depois de analisar uma série de casos presentes na literatura científica internacional e de estudar o histórico de atletas brasileiros que foram afastados de suas atividades por problemas nos dentes ou na boca.
“Além de tirar a concentração dos competidores, a dor pode fazer com que eles respirem por mais tempo pela boca, o que pode agravar ainda mais o problema”, disse Santos à Agência FAPESP. “O problema é tão importante que, devido aos casos de afastamento de atletas em competições importantes, a Confederação Brasileira de Judô, por exemplo, exige a realização de exames odontológicos antes dos torneios oficiais”, disse.
Santos, que também é coordenador do Grupo de Odontologia Desportiva de São José dos Campos, explica que a saúde bucal envolve mecanismos responsáveis por diferentes funções do corpo, principalmente em relação à respiração e à circulação.
“A consciência da importância do problema tem aumentado bastante na comunidade científica brasileira. Por conta disso, a tendência é que a odontologia desportiva se torne, em breve, uma área de especialização no país”, conta o pesquisador.

Fonte: Agência FAPESP

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